quinta-feira, 29 de setembro de 2011

A Lei que autoriza matar nossos amigos em Poços de Caldas MG - Canis municipais - CCZ


A Lei que autoriza matar nossos amigos em Poços de Caldas MG - Canis municipais - CCZ
Primeiramente vou me apresentar:
Sou Diretora da Vigilância em Saúde responsável pelo setor de Controle de Zoonoses do municipio de Poços de Caldas
Estou aqui para prestar alguns esclarecimentos referente ao nosso CCZ, fui informada sobre a denúncia no seu blog referente a carrocinha
O Centro de Controle de Zoonoses é regido pela Lei Complementar nº 58/2005, onde em seu art 5º declara os objetivos básicos das ações de controle de zoonoses das populações animais:

prevenir, reduzir e eliminar as causas de sofrimento aos animais;

preservar a saúde e o bem estar da população humana, evitando-lhe danos ou incômodos causados por animais;

criar, manter e atualizar um registro de identificação das populações animais do Município, nos termos do art. 6° desta lei

Em torno de 80% das apreensões são realizadas por solicitação de moradores e comerciantes do centro, que reclamam dos animais errantes que incomodam o sossego, mexem nos lixos e causam medo e risco as crianças. Pesquisa realizada pela SMS mostra que a maioria dos animais errantes tem dono. Isto quer dizer que os proprietários saem para trabalhar e soltam os seus animais.
Diante deste diagnóstico a SMS realiza ativamente o controle e orientação à população e profissionais de saúde na Posse Responsável e e na implementação do controle de animais (castração)


O Centro de Controle de Zoonoses tem como meta atender mais prontamente às solicitações de toda a população, priorizando sempre a qualidade das informações transmitidas e a preocupação com o meio ambiente e a saúde da população.


De acordo com a lei Complementar 58/2005


Art. 18. Todo animal ao ser conduzido em vias e logradouros públicos, deve obrigatoriamente usar coleira e guia adequadas ao seu tamanho e porte e, ainda, ser conduzido por pessoas com idade e força suficiente para controlar os movimentos do animal.


Art. 25. É proibido soltar ou abandonar animais em vias e logradouros públicos e privados.



Art. 28. Será apreendido todo e qualquer cão, gato e eqüídeo encontrados soltos em vias e logradouros públicos.


§ 1º. Se um animal apreendido estiver devidamente registrado e identificado, conforme o previsto na presente lei, o proprietário será chamado ou notificado para retirá-lo no prazo de cinco dias, contados do dia da apreensão.

§ 2º. Animais não identificados deverão ser mantidos no CCZ pelo prazo de três dias, incluindo-se o dia da apreensão.

§ 3º. Todos os animais apreendidos deverão ser mantidos em recintos higienizados, com proteção contra intempéries naturais, alimentação adequada e separados por sexo e espécie.

§ 4º. A destinação dos animais não resgatados deverá obedecer às seguintes prioridades:

adoção por particulares ou doação para entidades protetoras de animais devidamente cadastradas;

doação para entidades de ensino e pesquisa, desde que seja obedecida rigorosamente às legislações municipais, estaduais e federais vigentes;

eutanásia (assassinato)humanitária.

§ 5º. No caso de animais portadores de doenças ou ferimentos considerados graves, ou ainda clinicamente comprometidos, caberá ao médico veterinário do CCZ, após avaliação e emissão de parecer técnico, decidir o seu destino, não sendo aplicado, nessa hipótese, o prazo estipulado no §2º deste artigo.

Informamos também que seguimos todas as legislações pertinentes ao Controle de animais (federal, estadual e municipal) em relação a eutanásia

Todas as eutanásias (assassinatos)em animais seguem os critérios preconizados pelo Conselho Federal de Medicina Veterinária, de acordo com a Resolução CFMV174/2002.

Art. 2º A eutanásia (assassinato)deve ser indicada quando o bem-estar do animal estiver ameaçado, sendo um meio de eliminar a dor, o distresse ou o sofrimento dos animais, os quais não podem ser aliviados por meio de analgésicos, de sedativos ou de outros tratamentos, ou, ainda, quando o animal constituir ameaça à saúde pública ou animal, ou for objeto de ensino ou pesquisa.

Parágrafo único. É obrigatória a participação do médico veterinário como responsável pela eutanásia em todas as pesquisas que envolvam animais.

Art. 9º Em situações onde se fizer necessária a indicação da eutanásia de um número significativo de animais, como por exemplo, rebanhos, Centros de Controle de Zoonoses, seja por questões de saúde pública ou por questões adversas aqui não contempladas, a prática da eutanásia deverá adaptar-se a esta condição, seguindo sempre os métodos indicados para a espécie em questão.

Art. 12. Os agentes e métodos de eutanásia, recomendados e aceitos sob restrição, seguem as recomendações propostas e atualizadas de diversas linhas de trabalho consultadas, entre elas a Associação Americana de Medicina Veterinária (AVMA), estando adequados à realidade nacional, e encontram-se listados, por espécie, no anexo I desta Resolução.

§ 1º Métodos recomendados são aqueles que produzem consistentemente uma morte humanitária, quando usados como métodos únicos de eutanásia

A Secretaria de Saúde convida vc para conhecer o nosso CCZ em sua visita a Poços de Caldas. Estamos a inteira disposição

Yula Merola
Diretora de Vigilância em Saúde
Secretaria Municipal de Sáude de Poços de Caldas
Rua Junqueiras 196/3º andar
Cep 37701033 Poços de Caldas-MG
Tel: 035-36972273
######

José Franson - A leitura da matéria acima dispensa comentários. Em alguns Estados como São Paulo, foram aprovadas leis que proíbem os canis municipais de assassinar, mas deixam muitas brechas, podem ser assassinados os animais doentes, etc. Na prática, todos os canis municipais CCZ continuam legal, cruel e covardemente  assassinando nossos amigos.

De nada adianta protestos, manifestações e luta dos protetores de animais para fazer melhorias nos canis municipais CCZ. De nada adianta elaborar leis para melhorar os CCZs, esta instituição foi criada e existe para descartar, matar os animais. É sua filosofia e prática a milênios, toda tentativa de melhorar está fadada a dar continuidade a crueldade humana. O que fazer?
Fechar todos os canis municipais CCZ em todo Brasil !!!. Como fazer isto? Simples, elementar, viável, barato.

O instrumento para sua luta está formatado e pronto. Se você chegou a leitura até aqui é porque deseja mudar esta realidade, não espere que outro tome iniciativa. Se você protetor "humilde" se dispuser a lutar os canis serão fechados, e apenas se você iniciar. As revoluções só acontecem quando os de baixo se movimentam com coragem e determinação. 

Agora temos o instrumento para a luta, não aceite nada, nada menos do fechar todos os canis municipais. Por favor leia, torne-se um especialista no "Projeto postos veterinários de proteção aos animais" - Solução definitiva para o sofrimento dos animais abandonados. Lute com todas as suas forças, sem tréguas, incessante, para "convencer" o Prefeito de sua cidade a executar o projeto, não precisa leis,etc, depende exclusivamente da vontade política do Prefeito. 

Campanha nacional permanente - “Fecha canil do CCZ - Tortura nunca mais” Eu aderi. (cole o slogan/link no email, blog, seja criativo)

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Canil municipal CCZ mata os animais dando soda caustica - Poços de Caldas MG

O canil municipal de Poços de Caldas (MG) tem sido alvo de diversas reclamações por parte dos moradores da cidade. De acordo com denúncias, o abrigo da cidade, localizado próximo ao bairro Maria Imaculada, se encontra em estado de abandono. Os cachorros são maltratados, não têm espaço, passam sede, fome e alguns estão desnutridos.
Uma empresária que não quis se identificar ficou chocada com a situação e o modo com que os cachorros são tratados no local. “Estive no canil semana passada atrás de um cachorro que pegaram e fiquei assustada com a situação do local. Lá os animais dormem ao relento, no cimento gelado e molhado, muitos estão desnutridos e não têm comida e nem água. Pelo que apuramos muitos são recolhidos durante a madrugada e levados para lá. Durante a captura os funcionários usam uma corda e um pedaço de pau para jogá-los dentro de um caminhão pequeno e apertado. Mas o pior de tudo, por falta de uma alimentação, eu presenciei um cachorro comendo outro menor, ainda vivo”, falou.
A indignação não é só da empresária, e várias outras denúncias foram relatadas e muitos se mostravam revoltados com o que acontece. A advogada Ednalva Maria Menezes Castro ficou estarrecida com o que viu no local. “Nós tínhamos uma cadelinha e de repente ela desapareceu. Nós fomos atrás e ficamos sabendo que a carrocinha a tinha capturado. Ao chegarmos ao canil ficamos chocados com que vimos: vários cachorros com sangue na boca, outro comendo um cão menor e muitos estavam pele e osso. É uma cena terrível. Os cachorros doentes, que deveriam estar separados, ficavam misturados com os saudáveis. Sem contar os pequenos que estavam juntos com os grandes, coisa que não pode”.
A advogada também ressalta o atendimento prestado. “Os cachorros estão em local descoberto e sem nenhum espaço adequado; mau cheiro não tem, pois devem limpar, mas alimentação e água não há lá, existem diversos cachorros desnutridos. Quando fui lá para saber de uma cadelinha, eles não me deram informação correta, pois não sabiam onde ela estava ou que destino deram para ela. Mas já precisei retirar um cachorro, e uma funcionária me disse que teria que pagar R$ 12,20. Como assim? Se é uma doação!?”, relatou Ednalva.

“A situação do canil envergonha Poços de Caldas, pois já me relataram que esses dias tinha um caminhão cheio de cachorros mortos e que eles matam os animais dando soda para eles. Nós estamos preocupados e este é o meu protesto de indignação e solidariedade. Quero que a sociedade se conscientize, se responsabilize, evitando deixar animais pelas ruas. Quando o pessoal do canil fica sabendo das denúncias, limpa o local para mostrar que está tudo certo. Os maus-tratos aos cachorros não podem continuar”, completa a advogada.
Procurado para dar explicações aos fatos, o coordenador da Vigilância Sanitária e responsável pelo Departamento de Meio Ambiente (DMA), Rogério Blasi, não foi encontrado nem em seu local de trabalho e nem através do celular.
Fonte - Jornal Mantigueira - Anda

Veja também - Porque devemos fechar todos os canis municipais CCZ

A Lei que autoriza matar nossos amigos em Poços de Caldas MG - Canis municipais - CCZ
Primeiramente vou me apresentar:
Sou Diretora da Vigilância em Saúde responsável pelo setor de Controle de Zoonoses do municipio de Poços de Caldas
Estou aqui para prestar alguns esclarecimentos referente ao nosso CCZ, fui informasda sobre a denúncia no seu blog referente a carrocinha
O Centro de Controle de Zoonoses é regido pela Lei Complementar nº 58/2005, onde em seu art 5º declara os objetivos básicos das ações de controle de zoonoses das populações animais:

prevenir, reduzir e eliminar as causas de sofrimento aos animais;

preservar a saúde e o bem estar da população humana, evitando-lhe danos ou incômodos causados por animais;

criar, manter e atualizar um registro de identificação das populações animais do Município, nos termos do art. 6° desta lei

Em torno de 80% das apreensões são realizadas por solicitação de moradores e comerciantes do centro, que reclamam dos animais errantes que incomodam o sossego, mexem nos lixos e causam medo e risco as crianças. Pesquisa realizada pela SMS mostra que a maioria dos animais errantes tem dono. Isto quer dizer que os proprietários saem para trabalhar e soltam os seus animais.

Diante deste diagnóstico a SMS realiza ativamente o controle e orientação à população e profissionais de saúde na Posse Responsável e e na implementação do controle de animais (castração)

O Centro de Controle de Zoonoses tem como meta atender mais prontamente às solicitações de toda a população, priorizando sempre a qualidade das informações transmitidas e a preocupação com o meio ambiente e a saúde da população.

De acordo com a lei Complementar 58/2005

Art. 18. Todo animal ao ser conduzido em vias e logradouros públicos, deve obrigatoriamente usar coleira e guia adequadas ao seu tamanho e porte e, ainda, ser conduzido por pessoas com idade e força suficiente para controlar os movimentos do animal.

Art. 25. É proibido soltar ou abandonar animais em vias e logradouros públicos e privados.

Art. 28. Será apreendido todo e qualquer cão, gato e eqüídeo encontrados soltos em vias e logradouros públicos.

§ 1º. Se um animal apreendido estiver devidamente registrado e identificado, conforme o previsto na presente lei, o proprietário será chamado ou notificado para retirá-lo no prazo de cinco dias, contados do dia da apreensão.

§ 2º. Animais não identificados deverão ser mantidos no CCZ pelo prazo de três dias, incluindo-se o dia da apreensão.

§ 3º. Todos os animais apreendidos deverão ser mantidos em recintos higienizados, com proteção contra intempéries naturais, alimentação adequada e separados por sexo e espécie.

§ 4º. A destinação dos animais não resgatados deverá obedecer às seguintes prioridades:

adoção por particulares ou doação para entidades protetoras de animais devidamente cadastradas;

doação para entidades de ensino e pesquisa, desde que seja obedecida rigorosamente às legislações municipais, estaduais e federais vigentes;

eutanásia (assassinato)humanitária.

§ 5º. No caso de animais portadores de doenças ou ferimentos considerados graves, ou ainda clinicamente comprometidos, caberá ao médico veterinário do CCZ, após avaliação e emissão de parecer técnico, decidir o seu destino, não sendo aplicado, nessa hipótese, o prazo estipulado no §2º deste artigo.

Informamos também que seguimos todas as legislações pertinentes ao Controle de animais (federal, estadual e municipal) em relação a eutanásia

Todas as eutanásias (assassinatos)em animais seguem os critérios preconizados pelo Conselho Federal de Medicina Veterinária, de acordo com a Resolução CFMV174/2002.

Art. 2º A eutanásia (assassinato)deve ser indicada quando o bem-estar do animal estiver ameaçado, sendo um meio de eliminar a dor, o distresse ou o sofrimento dos animais, os quais não podem ser aliviados por meio de analgésicos, de sedativos ou de outros tratamentos, ou, ainda, quando o animal constituir ameaça à saúde pública ou animal, ou for objeto de ensino ou pesquisa.

Parágrafo único. É obrigatória a participação do médico veterinário como responsável pela eutanásia em todas as pesquisas que envolvam animais.

Art. 9º Em situações onde se fizer necessária a indicação da eutanásia de um número significativo de animais, como por exemplo, rebanhos, Centros de Controle de Zoonoses, seja por questões de saúde pública ou por questões adversas aqui não contempladas, a prática da eutanásia deverá adaptar-se a esta condição, seguindo sempre os métodos indicados para a espécie em questão.

Art. 12. Os agentes e métodos de eutanásia, recomendados e aceitos sob restrição, seguem as recomendações propostas e atualizadas de diversas linhas de trabalho consultadas, entre elas a Associação Americana de Medicina Veterinária (AVMA), estando adequados à realidade nacional, e encontram-se listados, por espécie, no anexo I desta Resolução.

§ 1º Métodos recomendados são aqueles que produzem consistentemente uma morte humanitária, quando usados como métodos únicos de eutanásia

A Secretaria de Saúde convida vc para conhecer o nosso CCZ em sua visita a Poços de Caldas. Estamos a inteira disposição

Yula Merola
Diretora de Vigilância em Saúde
Secretaria Municipal de Sáude de Poços de Caldas
Rua Junqueiras 196/3º andar
Cep 37701033 Poços de Caldas-MG
Tel: 035-36972273
######

José Franson - A leitura da matéria acima dispensa comentários. Em alguns Estados como São Paulo, foram aprovadas leis que proíbem os canis municipais de assassinar, mas deixam muitas brechas, podem ser assassinados os animais doentes, etc. Na prática, todos os canis municipais CCZ continuam legal, cruel e covardemente  assassinando nossos amigos.

De nada adianta protestos, manifestações e luta dos protetores de animais para fazer melhorias nos canis municipais CCZ. De nada adianta elaborar leis para melhorar os CCZs, esta instituição foi criada e existe para descartar, matar os animais. É sua filosofia e prática a milênios, toda tentativa de melhorar está fadada a dar continuidade a crueldade humana. O que fazer?
Fechar todos os canis municipais CCZ em todo Brasil !!!. Como fazer isto? Simples, elementar, viável, barato.

O instrumento para sua luta está formatado e pronto. Se você chegou a leitura até aqui é porque deseja mudar esta realidade, não espere que outro tome iniciativa. Se você protetor "humilde" se dispuser a lutar os canis serão fechados, e apenas se você iniciar. As revoluções só acontecem quando os de baixo se movimentam com coragem e determinação. 

Agora temos o instrumento para a luta, não aceite nada, nada menos do fechar todos os canis municipais. Por favor leia, torne-se um especialista no "Projeto postos veterinários de proteção aos animais" - Solução definitiva para o sofrimento dos animais abandonados. Lute com todas as suas forças, sem tréguas, incessante, para "convencer" o Prefeito de sua cidade a executar o projeto, não precisa leis,etc, depende exclusivamente da vontade política do Prefeito.


Veja também - "Primavera animal" - Participe da libertação do sofrimento dos animais abandonados



                   

sábado, 24 de setembro de 2011

“A pesquisa científica com animais é uma falácia”, diz o médico pesquisador


Médico americano afirma que a pesquisa com animais atrasa o avanço do desenvolvimento de remédios

Marco Túlio Pires
"As drogas deveriam ser testadas em computadores, depois em tecido humano e daí sim, em seres humanos. Empresas farmacêuticas já admitiram que essa será a forma de testar remédios no futuro."
Arquivo Pessoal
Ray Greek
Ray Greek
Há 20 anos, Ray Greek abandonou o consultório para convencer a comunidade científica de que a pesquisa com animais para fins médicos não faz sentido. Greek é autor de seis livros, nos quais, sem recorrer a argumentos éticos ou morais,  tenta explicar cientificamente como a sua posição se sustenta. Em 2003 escreveu Specious Science: Why Experiments on Animals Harm Humans (Ciência das Espécies: Por que Experimentos com Animais Prejudicam os Humanos, ainda não publicado no Brasil) e o mais recente em 2009:FAQs About the Use of Animals in Science: A Handbook for the Scientifically Perplexed (Perguntas e Respostas Sobre o Uso de Animais na Ciência: Um Manual Para os Cientificamente Perplexos). Ele garante que sua motivação não é salvar os animais, mas analisar dados científicos.  
Além disso, Greek uniu esforços com outros médicos americanos e fundou a Americans for Medical Advancement, uma organização sem fins lucrativos que advoga métodos alternativos ao modelo animal. Em entrevista para VEJA, ele diz porque, na opinião dele, a pesquisa com animais para o desenvolvimento de remédios não é necessária.O senhor seria cobaia de uma pesquisa que está desenvolvendo algum remédio?
Claro. Se a pesquisa estivesse sendo conduzida eticamente eu seria voluntário. Milhares de pessoas fazem isso todos os dias. Por vezes elas doam tecido para que possamos aprender mais sobre uma doença, em outros momentos ingerem novos remédios para o tratamento de doenças na esperança que a nova droga apresente alguma cura.

E se o medicamento nunca tivesse sido testado em animais?
A falácia nesse caso é de que devemos testar essas drogas primeiro em animais antes de testá-las em humanos. Testar em animais não nos dá informações sobre o que irá acontecer em humanos. Assim, você pode testar uma droga em um macaco, por exemplo, e talvez ele não sofra nenhum efeito colateral. Depois disso, o remédio é dado a seres humanos que podem morrer por causa dessa droga. Em alguns casos, macacos tomam um remédio que resultam em efeitos colaterais horríveis, mas são inofensivos em seres humanos. O meu argumento é que não interessa o que determinado remédio faz em camundongos, cães ou macacos, ele pode causar reações completamente diferentes em humanos. Então, os teste em animais não possuem valor preditivo. E se eles não têm valor preditivo, cientificamente falando, não faz sentido realizá-los.

Mas todos os remédios comercializados legalmente foram testados em animais antes de seres humanos. Este não é um caminho seguro?
Definitivamente não. As estatísticas sobre o assunto são diretas. Inclusive, muitos cientistas que experimentam com animais admitiram que eles não têm nenhum valor preditivo para humanos. Outros disseram que o valor preditivo é igual a uma disputa de cara ou coroa. A ciência médica exige um valor que seja de pelo menos 90%.

Esses remédios legalmente comercializados e que dependeram de pesquisas científicas com animais já salvaram milhões de vidas...
A indústria farmacêutica já divulgou que os remédios normalmente funcionam em 50% da população. É uma média. Algumas drogas funcionam em 10% da população, outras 80%. Mas isso tem a ver com a diferença entre os seres humanos. Então, nesse momento, não temos milhares de remédios que funcionam em todas as pessoas e são seguros. Na verdade, você tem remédios que não funcionam para algumas pessoas e ao mesmo tempo não são seguros para outras. A grande maioria dos remédios que existe no mercado são cópias de drogas que já existem, por isso já sabemos os efeitos sem precisar testar em animais. Outras drogas que foram descobertas na natureza e já são usadas por muitos anos foram testadas em animais apenas como um adendo. Além disso, muitos remédios que temos hoje foram testados em animais, falharam nos testes, mas as empresas decidiram comercializar assim mesmo e o remédio foi um sucesso. Então, a noção de que os remédios funcionam por causa de testes com animais é uma falácia.

Se isso fosse verdade os cientistas já teriam abandonado o modelo animal. Por que isso não aconteceu ainda? 
Porque o trabalho deles depende disso. Nos Estados Unidos, a maior parte da pesquisa médica é financiada pelo Instituto Nacional de Saúde [NIH, em inglês]. O orçamento do NIH gira em torno de 30 bilhões de dólares por ano. Mais ou menos a metade disso é entregue a pesquisadores que realizam experimentos com animais. Eles têm centenas de comitês e cada comitê decide para onde vai o dinheiro. Nos últimos 40 anos, 50% desse dinheiro vai, anualmente, para pesquisa com animais. Isso acontece porque as próprias pessoas que decidem para onde o dinheiro vai, os cientistas que formam esses comitês, realizam pesquisas com animais. O que temos é um sistema muito corrupto que está preocupado em garantir o dinheiro de pesquisadores versus um sistema que está preocupado em encontrar curas para doenças e novos remédios.

Onde estaria a medicina se não fosse a pesquisa com animais?
No mesmo lugar em que ela está hoje. A maioria das drogas é descoberta utilizando computadores ou por meio da natureza. As drogas não são descobertas utilizando animais. Elas são testadas em animais depois que são descobertas. Essas drogas deveriam ser testadas em computadores, depois em tecido humano e daí sim, em seres humanos. Empresas farmacêuticas já admitiram que essa será a forma de testar remédios no futuro. Algumas empresas já admitiram inúmeras vezes em literatura científica que os animais não são preditivos para humanos. E essas empresas já perderam muito dinheiro porque cancelaram o desenvolvimento de remédios por causa de efeitos adversos em animais e que não necessariamente ocorreriam em seres humanos. Foram bilhões de dólares perdidos ao não desenvolver drogas que poderiam ter dado certo.

Como as pesquisas deveriam ser conduzidas?
Deveríamos estar fazendo pesquisa baseada em humanos. E com isso eu quero dizer pesquisas baseadas em tecidos e genes humanos. É daí que os grandes avanços da medicina estão vindo. Por exemplo, o Projeto Genoma, que foi concluído há 10 anos, possibilitou que muitos pesquisadores descobrissem o que genes específicos no corpo humano fazem. E agora, existem cerca de 10 drogas que não são receitadas antes que se saiba o perfil genético do paciente. É assim que a medicina deveria ser praticada.  Nesse momento, tratamos todos os seres humanos como se fossem idênticos, mas eles não são. Uma droga que poderia me matar pode te ajudar. Desse modo, as diferenças não são grandes apenas entre espécies, mas também entre os humanos. Então, a única maneira de termos um suprimento seguro e eficiente de remédios é testar as drogas e desenvolvê-las baseados na composição genética de indivíduos humanos. Para se ter uma ideia, a modelagem animal corresponde a apenas 1% de todos os testes e métodos que existem. Ou seja, ela é um pedaço insignificante do todo. O estudo dos genes humanos é uma alternativa. Quando fazemos isso, estamos olhando para grandes populações de pessoas. Por exemplo, você analisa 10.000 pessoas e 100 delas sofreram de ataque cardíaco. A partir daí analisamos as diferenças entre os genes dos dois grupos e é assim que você descobre quais genes estão ligados às doenças do coração. E isso está sendo feito, porém, não o bastante. Há também a pesquisa in vitro com tecido humano. Virtualmente tudo que sabemos sobre HIV aprendemos estudando tecido de pessoas que tiveram a doença e por meio de autópsias de pacientes. A modelagem computacional de doenças e drogas é outra saída. Se quisermos saber quais efeitos uma droga terá, podemos desenvolvê-la no computador e simular a interação com a célula.

Mas ainda não temos informações suficientes para simular o corpo humano no computador...
Temos sim. Não temos informações suficientes para criar 100% do corpo humano e isso não vai acontecer nos próximos 100 anos. Mas não precisamos de toda essa informação. O que precisamos é saber como e do que um receptor celular é constituído — isso já sabemos — e a partir daí podemos desenvolver, no computador, remédios baseados nas leis da química que se encaixem nesses receptores. Depois disso, a droga é testada em tecido humano e depois em seres humanos. Antes disso acontecer, contudo, muitos testes são feitos in vitro e em tecidos humanos até chegar em um voluntário humano.

Um computador não é um sistema vivo completo. Como é possível garantir que essa droga, que nunca foi testada em animais, não será nociva aos seres humanos?
A falácia nesse argumento é que os macacos e camundongos, por exemplo, são seres vivos, mas não são seres humanos intactos. E esse argumento seria muito bom, se ele não fosse tão ruim. Drogas são testadas em macacos e camundongos intactos por quase 100 anos e não há valor preditivo no sentido de dizer quais serão os efeitos da droga no ser humano. O que essas pesquisas têm feito, na verdade, é verificar o que essas drogas causam em macacos e em seres humanos separadamente e não há relação. Por isso, o que dizem é meramente retórico, não há nenhuma base científica.

O senhor já fez experimentos com animais. O que o fez mudar de ideia?
Meu posicionamento mudou apenas uma década depois que terminei a faculdade de medicina. Minha esposa é veterinária e comecei a notar como tratávamos nossos pacientes de maneira muito diferente. Comecei a notar também que alguns remédios funcionam muito bem em animais, mas não funcionam em humanos e algumas drogas funcionam em humanos, mas não podem ser usadas em cães, mas podem ser usadas em gatos e assim por diante. Não estou dizendo que os animais e os humanos são exatamente opostos, não é isso. Eles têm muito em comum.

A semelhança genética de 90% entre humanos e camundongos não é suficiente? 
Aparentemente não. Porque os dados científicos dizem que não. Não me interessa se somos suficientemente semelhantes aos animais para fazer testes neles ou não. A minha interpretação é científica. E a ciência diz que não somos. Na minha experiência clínica isso é verdade porque não conseguimos prever nem quais serão os efeitos de um remédio no seu irmão, realizando testes em você. Algumas drogas que você pode tomar, seu irmão não pode, por exemplo. Contudo, eu não sou contra todo tipo de experimento com animais. É possível recorrer aos animais para utilização de algumas partes. Por exemplo, podemos utilizar a válvula cardíaca de um porco para substituir a de seres humanos. Além disso, é possível cultivar vírus, insulina, mas isso não é pesquisa. O fracasso está em utilizar modelos animais para prever o que irá acontecer com um ser humano. Um ótimo exemplo disso é a Aids. Os animais não desenvolvem essa doença, de jeito nenhum. Eles sofrem de doenças parecidas com a Aids, mas por causa de vírus completamente diferentes. E os sintomas são muito diferentes dos manifestados em pacientes aidéticos. Por isso, não há correlação.

O senhor é contra o eventual sacrifício de animais em pesquisas científicas com o objetivo de salvar milhões de vidas humanas? 
Eu não tenho nenhum problema com isso. Meu problema com pesquisa animal não é de cunho ético e sim, científico. É como dizer que estamos em um cruzeiro atravessando o oceano Atlântico e um indivíduo cai na água e está se afogando. Ele precisa é de um salva-vidas mas não temos nenhum, então vamos arremessar 1.000 cães na água. Por que arremessar os cães na água já que eles não vão salvar a vida da pessoa? Você pode construir um argumento ético dizendo que é aceitável afogar esses cães mas o que eu quero dizer é que a pessoa precisa de um salva-vidas e não 1.000 cães afogados. E é exatamente isso que estamos fazendo com a pesquisa animal. Estamos matando cães pelo bem de matar cães. Não porque matá-los irá trazer a cura para doenças como a Aids ou o Alzheimer.
Fonte - Revista Veja
Veja também - Pesquisa com animais não é mais necessária na era do genoma









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sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Convivência entre espécies - O amor de várias formas

Meu depoimento - O amor de várias formas!!! 
Cresci acreditando que hamster era nojento, repulsivo, UM RATO!!! Minha mãe não gostava e me passou nos primeiros anos da minha vida esta sensação desagradável. Quando conheci o Mauro, ele tentou me convencer do contrário durante anos. Ele amava hamster e já tinha tido vários no decorrer de sua vida, e até uma rata branca de laboratório, a Rebeca que foi salva por uma estudante de veterinária. 
Ele tentava me dizer o quanto doce sua Rebeca era, que o acompanhava e amava carinho, mas eu sempre me afastava. Quando íamos nas petshops, ele me chamava para ver os bichinhos e eu parecia encarnar minha mãe, rsrsrs, eu dizia, credo, como fede!!! Os anos foram se passando e eu aprendendo a cada dia que todos os animais retribuem com amor e carinho quando recebem isto. E comecei a abrir minha mente para a possibilidade de ter um hamster, isto tornaria o Mauro muito feliz e como ele é meu companheiro na empreitada com os bichos, comecei a achar que esta cumplicidade faria bem para nós dois.

Comecei a ver os bichinhos com outros olhos até que um dia, em uma petshop, me deparei com uma cena que mudou minha visão em relação a isto imediatamente. Uma mamãe hamister com seus bebês, protegendo, cuidando, e levando como se fosse um gatinho, um bebê desgarrado de volta ao ninho!!!! Meu Deus, como isto me fez sentir mesquinha e babaca, por que o preconceito? eles são mamíferos e ela tinha por seu bebê, a mesma preocupação e cuidado que um cão, gato, porco e etc...

Decidi então que havia chegado a hora e presenteei o Mauro em seu aniversário com a Cherry, uma hamister chinesa linda e com muita personalidade!!! Rsrsrsr Não preciso dizer que em poucas semanas a Cherry já havia conquistado meu coração completamente. Amo a Cherry com todos os poros de meu corpo!!! Ela é linda, carinhosa, divertida, companheira e limpinha (acredita que ela só faz xixi em uma caixinha com pó de banho??? Como um gatinho!!! Rsrssr).

Os meses foram passando e um mês antes de completar dois anos (a estimativa máxima de vida de um bichinho desta espécie) minha preocupação com sua morte se agravou pois ela começou a fazer xixi com sangue. A veterinária me orientou um antibiótico e comecei a medicar, mas não me deu muitas esperanças... Comecei o tratamento com o medicamento e vitamina. Um dia, depois do fim do tratamento, cheguei em casa e percebi que havia sangue na rodinha, na gaiola e em seu potinho de xixi!!! 


Me bateu o desespero e como o dia já havia sido horrível, chorei por 2 horas e meia prevendo que esta seria a última vez que veria a Cherry viva... Nestas horas ela ficou na minha mão, quietinha (o que era de se estranhar pois ela sempre foi muito ativa). Naquele momento criou-se um elo entre nós que realmente nunca havia imaginado... Ela ficou em minha mão dormindo, e todas as vezes que eu tentava colocá-la na gaiola, ela acordava e pedia para sair de novo (mais uma coisa deliciosa da Cherry, ela aprendeu a mecher a portinha da gaiola quando quer sair, o barulho que a portinha de ferro faz nos alerta que ela quer atenção!!!) rsrsr.

Aquela noite eu jamais esquecerei e sei que ela sobreviveu pois em minhas preces eu implorei a São Francisco que me desse mais alguns dias com ela pois ainda não estava preparada. Ele não só me deu alguns dias a mais, como também uma alegria infinita pois depois desta revelação, todas as noites, a Cherry dorme por uns 15 minutos em meu peito enquanto assisto TV. Vocês fazem idéia a sensação de ver uma ratinha dormindo em seu peito, confiando plenamente em você, e até roncando...
Hoje é dia 10/10/2008, a Cherry continua em tratamento e continua urinando sangue, ela está vivendo acima de suas expectativas, mas a cada dia que passo ao seu lado agradeço a Deus pela oportunidade de desfrutar de tamanho amor!!! A Cherry me ama com um amor ainda mais intenso e único do que eu a amo. Eu e o Mauro somos o centro do seu universo e nada para ela tem sentido, se não brincamos com ela!!! Ao trazer um bichinho para casa, não o abandone na gaiola, aproveite os momentos com ela o máximo que puder, você vai se beneficiar com isto!


O que eu gostaria que vocês soubessem? Todo animal é um ser provido de infinito amor, fidelidade e carinho, se nós dermos a chance dele nos conquistar!!! Quando trazemos um animal deste para nosso lar temos que ter consciência que ele é totalmente dependente de nós, que nosso amor os guia e nossa companhia alegra seu dia, que nossa atenção ilumina sua vida e que sem nós, eles nunca serão completos...


Ame intensamente, você ganha e seu pet também...
Infelizmente minha amiga Cherry morreu ontem, 16/10/2008 ,em minhas mãos, enquanto fazia inalação!!! Um pedaço de mim se foi...
Marta - Petfeliz
Os animais não são para a vida toda, mas fazem nossas vidas eternas...





Campanha nacional permanente - “Fecha canil do CCZ - Tortura nunca mais” Eu aderi. (cole o slogan/link no email, blog, seja criativo)

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Oração/súplica de um cão preso no canil municipal de Tatuí - CCZ


Oração/súplica de um cão preso no canil municipal de Tatuí - CCZ implorando por misericórdia ao Prefeito Luiz Gonzaga Vieira de Camargo.

Senhor Prefeito Gonzaga, estou preso no canil da prefeitura, conhecido como canil do CCZ. Para que compreendas minha súplica, permita-me relatar minha história rapidamente.

Nasci numa casa de pessoas normais,  tinha o aconchego de minha mãe e muitos irmãos para brincar. Ainda bebê fui levado para outra casa. Chorei muito pela falta de minha mãe, e pelo choro apanhei muito. Fui crescendo, já estava acostumado com a nova casa, e como é de costume entre os cães, era fiel e o melhor amigo da família, daria minha vida para protegê-los. Até que um dia fui levado para um bairro distante e me abandonaram a própria sorte. Tentei correr desesperado atrás do carro, mas não alcancei. Fiquei vagando errante pelo bairro, na esperança que meus amigos voltassem me buscar. Não voltaram. A tristeza e a solidão me acompanham desde então.

Abandonado por quem eu mais confiava, passei fome, frio, e maus tratos sem fim. Chutes, descaso, pedradas. Consegui sobreviver porque tive a sorte de encontrar anjos que me davam comida e água. Vivia angustiado, triste, até o dia que fui caçado e com extrema violência laçado e trazido para o canil da prefeitura. Meu corpo dói, estou ferido e sangrando muito. Aqui é muito triste, eu estou numa cela minúscula, mal posso me mexer. Meus amigos estão em celas maiores, amontoados.

Senhor Prefeito Gonzaga, sou inocente. Porque me aprisionou com tanta crueldade ?  Em horas ou poucos dias serei cruelmente assassinado!!!  Porque Senhor Prefeito... Porque mataram dezenas de milhares de cães, gatos e cavalos neste local infame e maldito?

Suplico por misericórdia Senhor Prefeito Gonzaga, clamo por minha vida e pela vida de todos que aqui estão lentamente agonizando esperando a morte!!!  Misericórdia Senhor Prefeito!!! Basta um telefonema seu para que não seja morto mais nenhum animal aqui no canil municipal - CCZ. Ordene Senhor Prefeito que este local nazista seja imediatamente destruído, que aqui não fique pedra sobre pedra. Tende piedade de nós Senhor Prefeito.

Senhor Prefeito de Tatuí, Luiz Gonzaga Vieira de Camargo, livrai-nos da morte. Amém.


Veja também - "Primavera animal" - Participe da libertação do sofrimento dos animais abandonados



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domingo, 18 de setembro de 2011

CCZ e UFG - Infernos para os animais em Goiânia - Goias

Animais doados pelo CCZ de Goiãnia para a Faculdade de Medicina da UFG, para serem alvos de estudos sem anestesia. Vejam a situação dos animais, uns vão comendo os outros, enquanto espera chegar a sua vez de ser usado em vivissecção, outros já foam estudados, e, foram jogados sem parte das peles, em estudos de dermatologia. Lourdes  lourdesfrabelo@hotmail.com

Olá Lourdes 17 setembro 2011

Faço parte de um grupo de proteção animal de S. Paulo e recebi este e mail sobre cães que eram usados p/ experiência na UFG.- Universidade Federal de Goias.

Eu gostaria de saber se este absurdo ainda ocorre, caso ainda aconteça vamos nos mobilizar contra estas atrocidades! - Obrigada - Teresa Cristina    



Lourdes - 17 setembro 2011
Ainda continua acontecendo sim. Eu entrei com uma representação em 2004, o promotor arquivou. Entrei de novo em 2008, o procurador do MPF, tambem arquivou, agora entrei de novo, no MPE, e, tivemos uma audiencia na semana passada, e, o promotor disse na nossa cara, que não acha nada demais. Todos os dias, o diretor do CCZ, Geraldo Rosa, envia gatos e cachorros para a UFG, para serem estudados na faculdade de medicina. Tem até segurança armado lá, para nao nos deixarem entrar, para fotografar. aqui em Goiaãnia, nao tem promotor, procurador, corregedor, que faça alguma coisda, já fui em todos, quem manda aqui, são os politicos, que, nada fazem tambem. O prefeito de Goiania, Paulo Garcia do PT, nao nos recebe, o CCZ é municipal,  ele é candidato à reeleição. aqui nao existe lei pra ser cumprida, existe coroneis, que mandam em Goiania inteira, inclusive no judiciario. Coisas bem piores, estão acontecendo no zoologico, mas nao consigo fazer nada. Fui diretora lá, e fui exonerada, p denunciei. Acesse por favor meu site,www.biodefesa.org.br, clique em materias e noticias anteriores, e, em denuncias, tem muita denuncia lá, com provas.
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José Franson - O que fazer?
1 - Urgente - Os amigos que souberem o que podemos fazer, se tiverem uma luz, por favor e por amor, vamos tomar iniciativas que coloque um fim nesta calamidade de barbarismo que envergonha a nós todos.

2 - Urgente é lutarmos com todas nossas forças, sem tréguas, para fechar todos os canis de CCZ no Brasil, são eles que enviam nossos amigos para as faculdades de medicina e veterinária em todo Brasil. Todos os canis de CCZ são verdadeiros campos de concentração, incompatíveis com sociedades civilizadas. A culpa de continuarem existindo não é só dos prefeitos, é minha, sua e de toda sociedade. Como fechar todos os canis? Já temos o instrumento de luta, um projeto viável, simples, sem burocracias e barato. Bem vindo aos grandes desafios!!! "Projeto postos veterinários de proteção aos animais". Veja aqui - Protetor,torne-se um especialista no projeto, lute por ele. Sinta no olhar de cada animal que encontrar o agradecimento pela sua decisão ética e de compaixão.
Veja também -
CCZ Goiânia inicia matança generalizada
Desespero em Goiânia - CCZ e Leishmaniose
Porque fechar todos os canis de CCZ













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Segue abaixo a resposta apresentada pela Faculdade de Medicina e da Comissão de Ética da UFG sobre esse assunto:

Faculdade de Medicina - UFG
A denúncia apresentada refere-se a fato antigo, cuja defesa já foi apresentada pelo Dr. Heitor, então diretor da Faculdade de Medicina da UFG.
A foto e a argumentação apresentadas na época evidenciam como os cães nos chegam, e não como são tratados por nós. E se "esses seres que não podem falar por si mesmos", assim chegam, é porque a sociedade permite que eles assim se tornem.
Em outras palavras, toda a sociedade civil organizada (ou não) deveria atuar nesse tocante, a fim de evitar que haja ou se perpetue a produção em massa desses animais abandonados pela sociedade;
Os cães v� �m do Centro de Controle de Zoonoses de Goiânia, órgão oficial da Prefeitura Municipal, que tem a responsabilidade de controlar a população de cães abandonados pela sociedade, para manter as condições de saúde da própria sociedade, que não se admite, em pleno século XXI, adquirir raiva, por exemplo.
Este mesmo Centro de Controle de Zoonoses sacrificaria esses animais, em condições que nós, da FM-UFG, desconhecemos. O que nós, da FM-UFG conhecemos é a maneira como os tratamos: são recebidos em ambiente limpo, por tratadores treinados e atenciosos, são tratados com anticarrapaticidas e então encaminhados ao laboratório de práticas.
Nesta etapa contamos com profissional da área (médico veterinário) que supervisiona os trabalhos e cuida para que os ditames éticos, envolvendo animais, sejam cumpridos rigorosamente.
No laboratório de práticas, eles são pré-anestesiados, anestesiados, hidratados e, ao final dos procedimentos, são sacrif icados por eutanásia, sem sofrimento em nenhuma das etapas por que passam, e jamais retornam ao canil. Aqui também existe a assistência direta do médico veterinário nos cuidados clínicos e anestésicos dos cães.
O treinamento em animais é etapa fundamental para a formação médica. Nenhum modelo, até o presente, substitui o ambiente cirúrgico reproduzido no laboratório da Técnica Operatória, que deverá ser, inclusive, aprimorado para assemelhar-se mais ao ambiente cirúrgico dos centros hospitalares, especialmente quanto à restrição de pessoal não afeito ao serviço.
Resta-nos saber que espécie animal seria "autorizada" pela denunciante ou pela entidade que ela representa, para esse tipo de aula prática, imprescindível em nosso ponto de vista, ou se deveríamos empregar seres humanos para isso.
A Faculdade de Medicina/UFG franqueia a visitas para órgãos oficiais - promotores para que possa fazer vistorias nas condições de atendimento aos cães.  Estas denúncias de 2008 foram todas apuradas pelo Ministério Público e não houve nenhuma restrição para que continuássemos com as aulas.
Esperamos ter esclarecido o episódio e estamos à disposição para novos esclarecimentos.
Prof. Dr. Vardeli Alves de Moraes
Diretor da Faculdade de Medicina da UFG

Comissão de Ética no Uso de Animais - UFG 

A Universidade Federal de Goiás tem tomado algumas medidas para as quais gostaríamos de chamar atenção e que talvez possam ser úteis quando necessário for informar sobre a situação do uso e animais em nossa Instituição.
Dentre estas, destacamos:

1. A criação da Comissão de Ética no Uso de Animais, a qual avalia os projetos de pesquisa e de ensino que utilizam animais visando orientar pesquisadores e alunos para o uso ético dos animais, evitando abusos e sofrimentos para os mesmos.
2. A substituição, em praticamente todas as aulas práticas que utilizavam animais por alternativas, sejam estas vídeos, cadáveres de animais, simulação em computadores, aulas demonstrativas e várias outras alternativas. Cabe ressaltar que todas as alternativas usadas são cientificamente validadas não interferindo na qualidade didática das aulas práticas.

3. Em alguns casos, como aulas de cirurgia nas medicinas humana e animal é necessário o uso de animais para que os alunos adquiram a destreza para executar procedimentos em anestesia e cirurgia, bem como de cuidados pré e pós operatórios. Aqui, também, como em outras universidades de nosso país são utilizados cadáveres, bastidores de bordar, como complementos e alternativas aos animais n o inicio do procedimento.Todo o curso possui currículo específico  que deve ser seguido segundo as normas do MEC, e os alunos destas duas medicinas precisam destas aulas práticas a fim de que ao saírem da universidade atuem com competência para a segurança da população humana e animal.
4. Também são dadas, periodicamente, palestras aos professores e alunos das áreas de saúde, medicina veterinária sobre bem estar animal e o uso ético de animais. 

5. Temos sido bastante transparentes quanto aos procedimentos com animais usados em nossa Universidade, e temos levado essa pr eocupação junto ao Ministério Público Federal e Estadual, em diálogo continuado. 
Assim como a sociedade evolui em sua forma de pensar com relação aos animais a Academia também acompanha esta evolução e práticas citadas nos emails recebidos, bem como as fotos apresentadas que foram tiradas no passado, já foram condenadas há mais de três décadas em nosso meio científico e não refletem a realidade do uso de animais em nossa Instituição.

Atenciosamente
,Ekaterina Akimovna Botovchenco Rivera
Coordenadora Comissão de Ética no Uso de Animais-UFG
 

Atenciosamente,
Igor Rodrigues Vieira
Coordenador da Ouvidoria/UFG
Fone: (62) 3521-1149 / 1063
Fax: (62) 3521-1200
ouvidoria@reitoria.ufg.br
www.ouvidoria.ufg.br
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Maria de Lourdes Rabelo - 
Esta resposta é a mesma, que estão dando a todo mundo. O CCZ entrega estes animais a UFG,  a pedido da mesma, para estudarem nos mesmos, sem anestesia. Se eles falam que recebem os animais já maltratados, então por que será que eu consegui tirar as fotografias, no canil da UFG, com cães em estado lastimável, uns comendo os outros, pois passam fome e sede, são abertos várias vezes, e, os jogam pra morrer dentro do canil. O CCZ de Goiânia está descumprindo totalmente a lei também, assim como a UFG, leia a lei 9.605?98, artigo 32, para você se informar melhor. Faculdade de medicina estuda em cadáveres humanos, em bonecos, e, em vídeos 3D, que é o que fazem outras Universidades.
O reitor teve a coragem de responder em um e-mail, que é mais econômico para a faculdade, estudar em animais. É um absurdo isto. Falta de ética, caráter, nem sei que médicos se formarão nestes cursos, pois da forma como estudam, é porque são totalmente insensíveis.
. Tenho pavor, de cair nas mãos destes médicos, e, destes futuros médicos, nem sei se deveria chamar de médico, quem faz um negocio destes. Eu gostaria muito, que ele me recebesse, e, me dissesse na minha cara, que estou mentindo, pois eu provo na hora. O pior, é que ele está falando pra todos os estudantes da UFG, que isto é mentira, e, muita gente, ao invés de ir atrás da noticia, como você fez, acredita nele, e, sai dizendo que isto não existe na UFG. Lamentável tudo isto, Mas, isto não vai ficar assim, um dia a gente consegue acabar com isto. Já denunciei a UFG, duas vezes, a primeira, no MPE, em 2004, o promotor Dr. Marcelo, arquivou, depois denunciei em 2008, no MPF, mas o procurador, Dr. Adrian, também, pediu arquivamento. Se, as próprias autoridades, que teriam que cumprir com a lei a estão descumprindo, se pode pensar que tem algo por trás disto tudo. E, se este reitor, mais uma vez, disser aos estudantes da UFG, que eu estou mentindo, eu o processo. Ou ele para com esta crueldade, e, fala a verdade, ou eu o denuncio de novo, vou denunciar até achar alguma autoridade competente, que não arquive uma representação repleta de provas. Um dia eu acho, é peça rara aqui, mas, eu vou achar. 


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José Franson - Uma pergunta - Porque estes futuros "doutores" não treinam em si próprio ou em seus parentes próximos, se autorizados por eles. Porque só treinar usando os parentes mais distantes, os animais, que igual a eles, tem sentimentos, sentem dor, angustia, tristeza, e se apegam a vida com com todas as suas forças?  Porque ???  Porque???. Desculpem, mas não consigo continuar o comentário...



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