quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Germano Woehl - Protetor de animais não é só proteger cães e gatos



O catarinense Germano Woehl Júnior tem duas vidas. Numa, é físico. Ganha a vida com diplomas, sobretudo o doutorado na Universidade de Campinas, produto de uma tese sobre o comportamento do átomo de cálcio congelado em raio laser. Trabalha no departamento de Fotônica do Instituto de Estudos Avançados do Centro Técnico Aeroespacial de São José dos Campos, um ninho de cobras no interior de São Paulo. No laboratório, sua função é ver longe, buscando agora soluções para problemas práticos que os brasileiros talvez só venham a saber que têm daqui 50 anos.

Na outra vida, ele é herpetologista. Autodidata, mas exaltado. Não leva para casa com isso um centavo. Ou pior, gasta quase tudo o que ganha no emprego de São José dos Campos sustentando a obsessão pessoal em Santa Catarina. É lá que cuida de sapos, rãs e pererecas, briga com as motosserras que lanham as últimas grotas de Mata Atlântica no interior do estado e raspa seus cofres de assalariado para comprar relíquias da floresta, antes que os proprietários as destruam.


E usa as folgas para pegar no pesado em Guaramirim, na borda da serra catarinense. Entre a casa e o trabalho, viaja 670 quilômetros. E sempre que pode vai de ônibus, porque botar o carro na estrada é queimar dinheiro. Em Guaramirim, Germano e sua mulher, a professora de Educação Física Elza Nishimura Woehl, criaram, mantêm e encarnam o Instituto Rã-Bugio, uma ONG que, na prática, não é mais nem menos a pessoa jurídica do serviço voluntário que o casal fazia por conta própria desde 1998 . Na ONG os dois tentam ensinar os brasileiros a resolver agora os problemas que daqui a 50 anos deixarão de ter remédio.

Um instituto como o deles qualquer um pode fazer. Há organizações sem fins lucrativos que sustentam antes de mais nada seus beneméritos fundadores. O Rã-Bugio, não. A ONG é que tomou conta daquilo que era deles. Ocupa o terreno comprado em 1994, quando o instituto ainda nem existia, por R$ 12 mil. Em 2003, definitivamente convertida em espaço público, o sítio ganhou dois banheiros externos, um investimento de R$ 2.500, porque o interno já não dava conta da clientela. Calçar os 150 metros de trilhas, prevenindo os efeitos colaterais do pisoteio crescente, custou R$ 2 mil reais em lajotas, que o próprio Germano encaixou no chão. A sede do Rã-Bugio é a casa que arrumaram para morar. O jipe Toyota Bandeirante comprado de segunda mão estaciona entre cartazes, mapas e fotografias numa espécie de garagem, que sem a menor cerimônia vira auditório, mal pára na porta um ônibus carregado de escolares.

Essa é a parte fácil de se fazer um Rã-Bugio. A difícil é achar outro casal como Elza e Germano. Ela vem de uma família de agricultores do norte do Paraná, onde colheu algodão até os 17 anos. Enquanto crescia, via as florestas à sua volta encolherem até acabar. Conheceu o marido em 1981. E ele se convenceu de que tinha casado com a pessoa certa no dia em que a ouviu falando sozinha, enquanto arrumava o quarto onde moravam em Guaramirim. Foi ver o que havia. Encontrou a mulher tentando convencer uma lagartixa, com os melhores modos possíveis, a descer da cama.

Germano credita a Elza a centelha inaugural do Rã-Bugio, por causa da perereca de três centímetros que se aboletou na sua cozinha e viveu com o casal durante um ano inteiro, impondo alterações na rotina doméstica, para não saltar em panela quente ou mergulhar no sabão. Chamava-se Pili. Foi o primeiro anuro que o físico fotografou e levou aos biólogos da Unicamp, para identificar. Com o tempo, Germano saberia tudo sobre a Pili.

Ele cresceu ali perto, no planalto catarinense. Primeiro, como filho tardio de um pequeno empresário que, viúvo depois de quarentão, foi viver com uma mulher 26 anos mais moça do que ele. Quando o pai morreu, Germano perdeu tudo, a começar pela mãe. Criou-se capinando roça e entregando leite na cidade de porta em porta. Aos 11 anos, de enxada na mão, botou na cabeça que queria ser “pesquisador”. O projeto, além de implausível, era bastante vago. Mas, quatro formaturas depois, Germano estava publicando em revistas científicas artigos sobre a “atividade óptica passiva para geração de segundo harmônico com um laser de diodo de baixa potência” ou sobre “cavidade dobrada e incidência rasante para sistemas oscilador e amplificador de lasers de corante pulsados”.

Foi assim, com o suor de Germano, que os sapos, rãs e pererecas dos banhados catarinenses subiram na vida. À custa, é claro, de baixar os padrões de consumo do casal, que por sinal nunca tinham sido lá essas coisas. Ele, para não gastar com supérfluos o tempo que investe em bichos e plantas da Mata Atlântica, desistiu de dar aulas de Física em universidades particulares, que triplicariam sua renda. Ela, por ser 50% da equipe do Rã-Bugio, passou a morar em Guaramirim, enquanto a outra metade da ONG está em São Paulo. Os dois, desde que decidiriam fazer tudo juntos, tiveram que se separar.

Levam uma existência para lá de franciscana, até pela intimidade com os animais. Consomem tão pouco que o lixo do Rã-Bugio, com baixos teores de lata, plástico, papel e vidro, costuma ser reciclado ali mesmo no terreno, como adubo orgânico. Perderam há muito tempo o hábito de ir ao cinema. Quando querem entreter um hóspede de certa cerimônia, é notória sua perplexidade diante do cardápio de um restaurante. E não adianta perguntar a Germano, assim, como quem não quer nada, qual é a etiqueta da roupa que tem no corpo. A resposta invariável é uma cara de espanto.

Em compensação, ele e Elza estão sempre prontos para falar sobre os detalhes que garimparam nos sete hectares do Rã-Bugio. Falam tanto nessas ocasiões, que esticam uma trilha de 150 metros num programa de pelo menos hora e meio floresta adentro. Lá tudo tem nome, explicação científica, sabedoria popular, história, causa e efeito. Ou seja, razão de existir. O maior trunfo do Rã-Bugio não é propriamente o mato, mas a curiosidade insaciável que os donos têm sobre ele. “Procuramos passar aquilo que sentimos, e isso nos confere uma vantagem imensa, pois achamos que as crianças percebem quando os adultos estão mentindo, quando não estão sendo sinceros”, diz Germano.

Dito assim, o projeto soa tão simples que quase bateu na trave, quando em 1999 concorreu pela primeira vez ao patrocínio da Fundação O Boticário. O Rã-Bugio, na época, não tinha nascido. Faltava à proposta o aval de um centro de pesquisa. Seu título,Crianças Salvando Anfíbios e a Floresta Atlântica, dava a impressão de ultrapassar a competência de Germano. E vinha embrulhado num pedido irrisório demais para ser levado a sério. Queria cerca de três mil reais para uma campanha destinada a convencer os alunos de escolas catarinenses que os anuros não merecem a reputação que lhes impusemos, de serem bichos feios, peçonhentos, repugnantes e maléficos. Eles são apenas os bichos mais difamados da natureza. Logo, quem se reconcilia com eles está pronto para fazer as pazes com toda a floresta.

O projeto só escapou por ter chamado a atenção de um dos consultores técnicos, o engenheiro florestal Carlos Firkowski, da Universidade Federal do Paraná. “Peguei, li detalhadamente e passei a defender com unhas e dentes aquele tal de Germano Woehlde que nenhum de nós jamais ouvira falar”, recorda Firkowski. A partir desse primeiro empurrão, Germano não parou mais.

Em cinco anos, experimentaram suas trilhas 10.600 estudantes, 600 professores e 1.600 visitantes avulsos, transformando o Rã-Bugio num curto desvio do circuito turístico habitual na serra de Dona Francisca. O ingresso lá continua gratuito. Mas o que deveria ser, em princípio, um passatempo do casal virou em 2003 o Instituto Rã-Bugio para a Conservação da Biodiversidade. Em suas terras, classificaram-se 41 espécies de anuros. As fotografias de Germano, que estreou com o retrato da Pili, formaram uma coleção de 70 sapos, rãs e pererecas, que circulou por 120 cidades catarinenses, em exposições itinerantes vistas por 25 mil pessoas. A WEG, que fabrica motores elétricos em Jaraguá do Sul, usou-as numa cartilha ilustrada que apresentava os bichos a adultos e crianças, distribuindo 30 mil exemplares do folheto em escolas públicas do município.

Os hectares do casal se multiplicaram. Onze anos depois de comprar o primeiro terreno, Elza e Germano haviam arrancado dos dentes das motosserras mais 126 hectares de florestas em Itaiópolis, no norte do estado, onde estavam costurando retalhos de Mata Atlântica para um dia registrá-los como Reserva Particular do Patrimônio Natural. Seu método territorial ainda era o mesmo dos primeiros tempos. Sacaram R$ 47 mil da poupança para adquirir terras que ambos fazem questão de nunca usar.

A essa altura muita coisa havia mudado em volta deles. O Rã-Bugio deu cria. Gerou um clone de 40,6 hectares a 50 quilômetros de Guaramirim. Chama-se Centro Interpretativo da Mata Atlântica. Está se instalando num terreno cedido pela prefeitura de Jaraguá do Sul e desta vez contava desde o princípio com o apoio de empresas locais para construir a sede. A réplica é seis vezes maior do que o original. E dessa vez a dupla não precisou correr atrás de apoio. A cidade é que lhe pediu para tomar conta da reserva. E a Sociedade Educacional do Vale do Itapocu (SEVITA/FAMEG), uma universidade local, doou R$ 120 mil para a ONG, que passará a treinar voluntários ambientais entre seus alunos. Quer saber como Elza e Germano puderam ir tão longe partindo de tão pouco? “Não tem segredo. É só não trocar de carro a cada dois anos”, ele responde.

Marcos Sá Corrêa (jornalista da VEJA por 25 anos, editor chefe da Revista Época, JB e colunista do Estadão)

Esta reportagem faz parte de um livro sobre os 15 anos da Fundação O Boticário.
Instituto Rã-bugio para Conservação da Biodiversidade
Jaraguá do Sul – SC

Acompanhe nosso trabalho de Educação Ambiental nas escolas públicas para salvar a MATA ATLÂNTICA

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CCZ Aracajú, igual a todos - Horror, assassinatos, maus-tratos


Entidades denunciam maus tratos no Centro de Zoonoses
A audiência que durou mais de três horas ocorreu no MPE
Entidades e voluntárias denunciaram maus tratos (Fotos: Portal Infonet)
Na manhã desta quarta-feira, 23, durante audiência na promotoria do Meio Ambiente do Ministério Público Estadual (MPE) a promotora Adriana Ribeiro Oliveira ouviu inúmeros relatos de representantes de entidades de defesa dos animais sobre maus tratos e a falta de instalações adequadas no Centro de Controle de Zoonoses (CCZ).
A audiência que durou mais de três horas emocionou a muitos presentes quando a voluntária da Associação Defensora dos Animais São Francisco de Assis (Adasfa), Nazaré Moraes, apresentou um extenso relatório com imagens de cães doentes que estão sendo sacrificados no Centro de Zoonoses. As imagens mostram ainda animais em locais inadequados com higiene comprometida. Muitos animais expostos em um corredor a espera da morte.
A voluntária disse ainda que animais com diagnóstico da leishmaniose são sacrificados no centro, muitos sem a realização de exames clínicos e laboratoriais. Mostrando uma foto de um animal com a sorologia positiva para a doença, Nazaré Moraes frisou que após tratamento adequado o cão refez os exames e deu negativo para leishmaniose. “Se este cão estivesse no CCZ não teria a mesma sorte e teria sido sacrificado”, disse.
A audiência durou mais de três horas
O coordenador do Centro de Zoonoses, Paulo Thiago dos Santos, negou qualquer situação de maus tratos no centro, mas admitiu que não possui estrutura para tratar de animais muitas vezes abandonados pelos donos. “97% dos cães apreendidos têm donos e somente 0,7% não tem dono. Muitas vezes os donos soltam pelo dia e prendem o animal à noite. O que acontece é que o animal fica doente e este dono abandona e o Centro de Zoonoses não tem estrutura para cuidar desses animais”, ressalta.
A promotora Adriana Ribeiro Oliveira frisou que aguardará um relatório técnico que será realizado por diversos órgãos para se pronunciar sobre o assunto.
Por Kátia Susanna
Fonte - Infonet Aracajú SE
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José Franson -   Este é o retrato em todas as cidades do Brasil. Veja bem,em todas as cidades. Algumas onde os protetores estão melhor organizados, se consegue algumas melhorias nas celas individuais ou coletivas, algumas adoções, melhor alimentação, etc. ,sempre quebra-galhos totalmente insuficientes para solucionar o sofrimento dos abandonados. O fato simples é que em todos os municípios precisamos encontrar o caminho para desmontar todas as estruturas de canis municipais, quer ligados ao centro de zoonoses CCZ, quer vinculados as secretarias municipais de meio ambiente. 

Como fazer isto? 

Esqueçam procurar o Judiciário - Emaranhado de leis, morosidade total, má vontade, decisões não cumpridas pelos prefeitos e sem punição pelo descumprimento. Esqueçam...

Esqueçam procurar o legislativo, vereadores -  Má vontade, quando aprovam, as leis são capengas, sem punição efetiva, etc.   Esqueçam...

Quem tem o poder de mudar a realidade?  O Prefeito, ele deve ser o focopara fazer mudanças efetivas, se 'convencido' pode mudar a realidade em poucos meses, basta a vontade política....

Como convencer o prefeito?  Esqueçam argumentos éticos, compaixão, amor, etc. Esta linguagem político ouve, diz que vai lutar pelo seu pedido, que você é maravilhoso por estar lutando pelos animais, etc.  Mas na prática não moverá uma palha para atender suas reivindicações que visem fechar as masmorras dos campos de concentração, conhecidos também como canis municipais CCZ.

Qual argumento que o prefeito ouve?

1 - Os prefeitos adoram argumentos baseados em votos. Alias, é o único argumento que você não precisa explicar, eles são mestres em compreender. Não basta você argumentar que seu grupo tem muitos votos, você tem que provar isto. Seus pedidos serão atendidos com toda certeza, com um detalhe - 2 - No caso do pedido para solucionar o sofrimento dos animais abandonados, eles não sabem o que fazer, afinal nunca pensaram nisto, aprisionar e matar os animais tem sido a solução a milênios. Você terá que levar a alternativa pronta,  que seja viável, barato, simples e de preferência que não necessite de leis, etc.    Difícil não....

Boa notícia -   Temos solução revolucionária e simples para as duas questões. - 

2 - Projeto para solucionar definitivamente o sofrimento dos animais abandonados, sem aprisionar nem matar os animais.  - Existe e é gratuito. Veja -  Projeto postos veterinários de proteção aos animais.

1 - Provar que o grupo tem muitos votos - O grupo 'família amigos dos animais' em Tatuí SP está dando certo, não somos ong, nem pretendemos evoluir para ong. Aceitamos apoio e também apoiamos todos os protetores independentes e todas as ongs da proteção, de todas as tendencias. Somos altamente politizados, mas não partidários. 

Elaboramos o projeto postos veterinários de proteção aos animais e agora a 'família' faz a luta com foco exclusivo para convencer o prefeito a executa-lo. 

Só internet , com mail-list de eleitores só da cidade, coletados por você e amigos entre eleitores só de sua cidade, (envio 3 emails por mês a todos, com notícias do grupo e proteção em geral) e manifestações públicas todo primeiro sábado de cada mês,  sem reuniões, finanças, arrecadações, etc.

Deu certo, encontrei muitos voluntários ativistas, muitos se formam ativistas com os emails que enviamos, estamos nos organizando.

No primeiro evento público, após alguns meses do início da 'família', sem nenhuma reunião física anterior, conseguimos reunir 70 pessoas, metade voluntários ativistas, ficamos felizes....  vamos avançar... 

Se conseguirmos que o projeto seja executado, o abandono estará solucionado na cidade, e estaremos muito organizados para outras lutas pela proteção animal. 

Inicialmente o foco é a execução integral do projeto postos veterinários de proteção aos animais. Não descansaremos enquanto o projeto não for executado.

Se  chegou a leitura até aqui, é porque você é apaixonado pela vida de animais humanos ou não. Está convocado para iniciar uma 'família amigo dos animais de (sua cidade). São pessoas simples que fazem as grandes revoluções quando se movimentam. 

Você pode, não espere que outro faça...Se você sofre com o sofrimento dos abandonados, agora você tem os instrumentos para lutar. 

Por favor e por amor, não feche seus olhos nem tampe os ouvidos a súplica de sofrimento dos animais abandonados... O abandono de animais tem solução... Lute para o fim deste martírio, temos esta dívida ética, histórica com aqueles que consideramos como nossos melhores amigos. Vamos resgata-la... Se você participar, poderá salvar a vida de vinte milhões de cães e gatos que são assassinados todos os anos nas ruas e em todos os canis municipais CCZ. Tome atitude... Veja o manual como iniciar uma 'família amigos dos animais'

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quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Combate a Leishmaniose - PL - Urgente - Participe


Ontem 22 novembro 2011, foi realizada a audiência, na Câmara dos Deputados, sobre o combate à leishmaniose. Foi muito favorável a nós, pois o representante do ministério da saúde usou dados contraditórios, terrorismo (você vai ter que escolher entre seu cachorro ou seu filho!!!), brigou com o ministério da agricultura por liberar a vacina (este não tinha representante lá), mostrando que eles estão batendo cabeça, etc. Abaixo coloco um link para uma matéria que foi divulgada sobre o debate. Participe, por favor, deixando um comentário. Quando essas matérias são muito comentadas abrem a possibilidade de a Câmara fazer outras ações sobre o tema, visando a participação popular. Deixe seu recadinho para o relator, deputado Mandetta, que certamente vai ler os comentários.
O relator disse na audiência que seu relatório vai ser técnico e vai levar em conta  principalmente o que preconiza a OMS. O problema é que o representante do ministério disse que a OMS indica a eutanásia, enquanto os outros dois participantes disseram que não, muito pelo contrário, que a recomendação seria o tratamento. O relator então pediu mais informações, posteriormente, aos participantes. Caso vocês tenham contatos ligados à essa causa da leishmaniose, por favor, repassem este e-mail e peçam para eles encaminharem ao relator material que comprove sucesso nos tratamentos (o ministério disse que é só desperdício de tempo e dinheiro, que os cães sempre são reincidentes, desanimando alguns) e, principalmente, indicação de estudos que comprovem a eficácia de vacinas ou coleiras.
O relator pediu mais informações na hora sobre a vacina (por que não teria sido liberada ainda) e sobre o uso de coleiras. Isso indica que ele não estaria tão irredutível assim ao tratamento, se comprovarmos que há muita chance. O que temos de verdadeiro é que são 50 anos com essa política de eutanásia, e os números só pioram no país com relação à doença. Sinal que não funciona!!!! Precisamos mudar, testar outras formas, protestar em nome dos peludos que tanto amamos!  É a nossa vez de pressionar. Sua mensagem pode fazer, sim, a diferença. O que você acha de lotarmos a caixa postal do relator (abaixo), deputado Mandetta, com informações precisas, científicas, corretas, que possam ajudá-lo na decisão??? Se ele rejeitar o projeto, teremos pouquíssima chance de mudar isso nos próximos anos. E vc pode aproveitar a mensagem acima e incluí-la também para o deputado no link abaixo... duas mensagens em uma só.  ;-)
Ou liguem para 0800-619619  e digam que querem a aprovação do projeto de lei PL 1738/11, da leishmaniose. Os projetos mais votados por esse número têm um relatório específico sobre a participação popular e são encaminhados para os relatores, e também são pautados como matéria nos veículos da Câmara (agência de notícias, rádio, tv...).
Vocês sabem o quanto somos fortes quando decidimos lutar juntos!!! Com nossa força de vontade e inclusão nas redes sociais, podemos fazer esta mensagem circular e conseguir muito!!!
A hora é agora... façamos a nossa parte!!!
Mande suas duas mensagens, compartilhe este com seus amigos da causa. E depois poderemos comemorar juntos esta vitória histórica...
Simone Ravazzolli simone.ravazzolli@gmail.com

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domingo, 20 de novembro de 2011

Projeto "Protetor Público de Animais" - Resumo

Projeto “Protetor Público de Animais”

Solução ética e definitiva para o sofrimento dos animais abandonados


RESUMO


Nota - Veja alternativa, visando acumular forças e capital político para lutar pela implantação em seu município - Manual Protetor de Animais do Quarteirão - Clique aqui

A - Objetivos. -  Instituir eficiente política pública municipal de proteção aos animais. Solucionar ética e definitivamente a superpopulação canino-felina do município, principal vetor do abandono de animais.


B - Como os objetivos serão alcançados.

1 - Instituição do ‘Protetor Público de Animais’.

a - Instituir  1  ‘Protetor Público de Animais’ para cada grupo de 10 mil habitantes humanos do município.

b – O ‘protetor público’ será necessariamente um atual funcionário da prefeitura, vocacionado para ser protetor e realocado para exercer a função de ‘protetor público de animais’.

c – Deverá, também necessariamente, residir na área geográfica delimitada para sua atuação.

d - A prefeitura deverá indicar um protetor de animais com iniciativa e liderança para exclusivamente exercer a função de coordenador, gerenciando a implantação e funcionamento deste projeto.

e - Inicialmente os ‘protetores públicos de animais ’, trabalhando em equipe única, devem dedicar-se exclusivamente no apoio integral para a realização do ‘mutirão inicial de ajuste’.

2 - Realização de “mutirão inicial de ajuste”. - 

Equipe de veterinários contratada pela prefeitura, exclusivamente para realizar o ‘mutirão’, se instala em um bairro, na área delimitada para cada protetor publico, e só se desloca para outro após atingir o índice de 80 % de esterilizações gratuitas de fêmeas canino-felinas, até atingir a totalidade geográfica urbana e rural do município.

Após completar o ‘mutirão inicial de ajuste’ em todo município, inicia-se o trabalho normal do ‘protetor público de animais’, em sua área designada.

C - Por que a Prefeitura deve implantar o projeto “Protetor Público de Animais”.

Economizar dinheiro do contribuinte - Animais abandonados exigem estrutura física e de pessoal para resgate, administração, veículos, tratamento e encaminhamento para adoção, etc. Reduzindo os resgates ao mínimo, haverá considerável diminuição de gastos e principalmente não haverá aumentos futuros, considerando as leis já existentes ou que serão em breve aprovadas em todo Brasil, proibindo os municípios matar os animais recolhidos. Redução de gastos com milhares de cães e gatos resgatados das ruas em situação de risco, mantidos por protetores autônomos em abrigos particulares Por lei os prefeitos devem pagar os gastos com ração, veterinários e medicamentos dos atuais abrigos mantidos por Ongs e protetores independentes. . Os canis municipais dos CCZs poderão ser fechados.

2 - Respeito as leis - A lei define o Prefeito como tutor legal dos animais abandonados do município, sendo legalmente responsável por suas vidas e bem estar. A esterilização planejada como proposto neste projeto, é o único meio eficaz para evitar a proliferação indesejada.  Autoridade legal respeita animal.

3 - Ética - O interminável sofrimento vivido pelos animais abandonados, frutos da crueldade de humanos sem coração nem ética, conduz o prefeito, tutor legal dos animais não domiciliados que vivem no município, a iniciativas visando minimizar tais atrocidades. A esterilização, regulando a natalidade, evita os abandonos.

Os atendimentos clínicos encaminhados amenizarão o sofrimento dos animais que adoecem e que de outra maneira não receberiam atendimento veterinário. Os maus tratos a animais deixarão de continuar impunes. Os programas de conscientização ajudarão a tornar nossa sociedade menos violenta. A dor é igual no homem e no animal.

4 - Evitar acidentes - Serão evitadas milhares de mortes de humanos, traumas incapacitantes, etc., resultados de acidentes com animais nas ruas e rodovias,  economizando fantásticas quantias de dinheiro público utilizados em despesas com atendimento médico/hospitalar, aposentadorias, pensões, auxílios, etc.

5 - Saúde Pública – Animal abandonado tem suas defesas imunológicas diminuídas pela fome, tristeza e solidão, sendo presa fácil para inúmeras doenças, que podem transmitir a  animais e aos humanos. Diminuindo o abandono a níveis mínimos, o projeto ‘Protetor Público de Animais’ reduz a quase zero de despesas médico/hospitalares para tratamento de zoonoses que podem ser transmitidas por animais abandonados e doentes, como leishmaniose, raiva, tuberculose, toxoplasmose, leptospirose, micoses, verminoses, entre muitas outras, economizando vultosas quantias dos investimentos públicos na saúde humana.
Implantar o projeto ‘Protetor Público de Animais’ torna a saúde dos cidadãos muito mais protegida, prioridade de todos os prefeitos.

D – Atribuições do coordenador

1 - Providenciará treinamento para a Guarda Municipal, fiscais da prefeitura e agentes policiais para “olhar” maus-tratos a animais  e combate eficiente para o tráfico de animais silvestres.

2 - Irá propor que o MP – Ministério Público, prefeitura, Polícia Militar (PM – BM - Bombeiros), Polícia Civil, ‘protetores públicos’ e Ongs  trabalhem em conjunto, estabelecendo funções e coordenação, para identificação e encaminhamento para efetiva punição dos maus-tratos a animais.

3 - Fará o cadastro de protetores voluntários e/ou conveniados, específicos para receber animais de grande porte, equinos e outros, que reabilitados serão encaminhados a fiéis depositários.

4 - Criar no facebook uma página, única para todo município, para postar fotos de animais perdidos, encontrados e para adoção, facilitando muito encontrar animais perdidos, ‘donos’ de animais, e adotantes. O coordenador receberá as fotos e dados dos animais e contatos, através dos ‘protetores públicos’, dos voluntários e da comunidade em geral. Encontrar animais perdidos poderá questão de horas... Solução de custo zero e enorme valor emocional.

5 - Participar ativamente nos programas governamentais de vacinação contra a raiva, etc.

6 - Planejar e implantar amplo programa de prevenção para saúde animal.

7 - Planejar, viabilizar, divulgar e gerenciar mensais ‘encontros de adoção’ com estrutura profissional, coordenando a efetiva participação de todos os ‘protetores públicos’ do município, estes incentivando e coordenando a participação efetiva dos voluntários cadastrados em sua respectiva área.

Os primeiros encontros municipais de adoção deverão se dedicar exclusivamente a adoções para todos os animais do canil municipal do CCZ. Os voluntários deverão ser muito incentivados para adotarem animais do CCZ, reabilitando e encaminhando para adoção definitiva.

O canil municipal poderá então ser fechado e demolido, em memória dos nossos melhores amigos, inocentes que sem dó nem piedade, ali foram cruel e barbaramente aprisionados.

O modelo atual de gestão, baseado no canil municipal do CC Z - Centro de Controle de Zoonoses é sórdido, degradante, caro e ineficiente. Está superado, tornou-se antiquado por usar técnicas medievais, como o bárbaro e deplorável aprisionamento de inocentes, absolutamente inaceitável em sociedades civilizadas.

Em todos os canis municipais - CCZs, o tratamento dispensado aos animais é cruel, injusto e antiético. O mais comum é serem mortos por ‘eutanásia’ ou deixados à própria sorte juntos a animais doentes, para também morrerem agonizando lentamente. Nos ‘melhores’ ficam prisioneiros amontoados em baias pequenas e/ou lotadas, idênticas a campos de  extermínio nazistas.

Implantar o projeto “Protetor Público de Animais”, iniciativa de baixíssimo custo, é imprescindível para o resgate inadiável da dívida ética que todos temos, com altivez e nobre dignidade, presentes nos Prefeitos que serão lembrados como estadistas libertadores.

E - Atribuições do ‘Protetor Público de Animais’ em sua área geográfica de atuação.

1 - Incentivar, organizar, cadastrar e operacionalizar voluntários protetores de animais, alguns ou até dezenas de voluntários em torno de cada ‘protetor público’, para ações de resgate/reabilitação/adoção de animais abandonados, para eficaz identificação e combate aos maus-tratos a animais em geral e muitas outras iniciativas criativas.

2 - Em parceria com os voluntários residentes em sua área de atuação conceberá e executará projetos de conscientização de proteção animal. Fará parcerias com escolas do bairro para o ensino de protecionismo na prática.

3 - O ‘Protetor Público de Animais’ fará o monitoramento permanente do número de animais abandonados em sua área de atuação, visando atingir e manter a meta de redução do abandono no município, se necessário incrementando esterilizações de controle, usando os dados obtidos no censo animal levantados na fase “mutirão inicial de ajuste”.

4 - Fará acompanhamento e resgate de animais abandonados em situação de risco, encaminhando-os na maioria dos casos para os voluntários protetores de animais cadastrados.


5 - Cadastrar, fazer parcerias e auxiliar os atuais abrigos de animais abandonados mantidos por protetores independentes e ONGs. 

6 - Viabilizará  programas de cooperação com protetores independentes e ONGs para resgate, reabilitação e adoção, incentivando, cadastrando e assistindo os atuais abrigos independentes, para receber animais resgatados que exijam atenção especial, com estadia paga pela prefeitura até que sejam adotados.

Os atuais abrigos, atualmente superlotados, são mantidos com descomunal dificuldade financeira e emocional por ‘anjos’ protetores que se vestem de humanos para nos ensinar amor e compaixão.

Em poucos anos após a implantação do projeto ‘Protetor Público de Animais’, a população destes santuários começará a diminuir, sendo possível dar atenção e dignidade aos que ali continuarão, por impossibilidade de encontrar adoção pela idade, deficiências, etc.

7 - Encaminhamentos para esterilizações e consultas gratuitas, após o ‘mutirão inicial de ajuste’

a - Esterilizações gratuitas de fêmeas - Concluída a etapa do ‘mutirão inicial de ajuste’, a prefeitura fará convênios com clínicas veterinárias particulares do município para dar continuidade permanente a esterilizações de fêmeas canino-felinas. Os ‘protetores públicos’ fornecerão gratuita e permanentemente encaminhamento imediato, sem restrições, para todas as solicitações de esterilização de fêmeas canino - felinas. Sugere-se que no convite de convênio para as clínicas, a prefeitura informe o valor que deseja pagar por esterilização. Os tutores dos animais terão a liberdade de escolher entre as clínicas conveniadas.

b - Consultas veterinárias gratuitas - A prefeitura fará convênios com veterinários e/ou clínicas particulares do município para consultas veterinárias. Os ‘protetores públicos’ não oferecerão consultas ao público em geral.

Cada protetor poderá fazer hum encaminhamento de consulta por dia útil, exclusivamente para os voluntários cadastrados, que fazem resgates de animais, e para casos especiais verificados ‘in loco’ pelo ‘protetor público’. Consultas em caso de emergências e urgências não terão limites de encaminhamentos quando solicitadas pelos voluntários que fazem resgates.

8 - Atuar permanentemente na prevenção de maus-tratos a animais. Receber, verificar e encaminhar denúncias de maus-tratos a animais.

9 - Planejar, viabilizar, divulgar e gerenciar mensais ‘encontros de adoção’ em sua área de atuação, coordenando a efetiva participação dos voluntários cadastrados.

Os primeiros encontros de adoção, deverão se dedicar exclusivamente a adoções para todos os animais do canil municipal do CCZ, que poderá então ser fechado e demolido. Os voluntários deverão ser muito incentivados para adotarem animais do CCZ, reabilitando-os e encaminhando para adoção definitiva.

10 – Treinar os voluntários de sua área para especial ‘olhar’, visando coibir o tráfico de animais silvestres, Verificar e encaminhar ao coordenador dos protetores públicos do município as denúncias para efetiva punição.

11 - Os limites geográficos de atuação de cada ‘protetor público’ deverão ser claramente determinados. Toda área urbana e rural do município deverá ser atendida pelos protetores, que necessariamente devem residir em sua área de atuação.

Atualizado em 19 Fevereiro 2015

Nota - O autor desistiu do poder público... Veja alternativa sem precisar dos políticos - Manual Protetor de Animais do Quarteirão - Clique aqui



Leia o projeto completo – Projeto “Protetor Público de Animais”


Veja como você pode convencer o Prefeito para implantar o projeto em sua cidade.                             Manual como iniciar uma ‘família amigos dos animais’

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BASTA... TAMBÉM NA PROTEÇÃO ANIMAL - O BRASIL PRECISA DE MUDANÇAS URGENTES!!


O que eu estou fazendo para salvar da prisão e morte os cães e gatos que meu prefeito assassina???



MANUAL COMO INICIAR UMA 'FAMÍLIA AMIGOS DOS ANIMAIS'



CCZ - CENTRO DE CONTROLE ZOOCIDA - CANIL MUNICIPAL - CAMPOS DE CONCENTRAÇÃO



ENCONTREI ANIMAL ABANDONADO



O QUE É VEGAN - PORQUE SOU VEGAN



CARTA DONO ANIMAIS ACORRENTADOS



O QUE É E COMO DENUNCIAR MAUS-TRATOS A ANIMAIS



COMO ENCONTRAR ANIMAL PERDIDO